quinta-feira, 27 de maio de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
Só .... pela noite....
Vi isto neste blog...http://poemasgoticos.zip.net/ ...
Hoje em dia vejo q sempre me identifiquei com mtos sentimentos assim tbm... achei mto show este poema:
No vazio de toda noite
Me sinto tão livre, tão liberta
Não preciso mais daquela foice
Agora estou com a mente aberta.
A lua em silêncio me observa
A brisa leve toca meu rosto
Esse é o paraíso que me reserva
A parte de minha vida que tenho gosto.
É nesse maravilhoso momento do dia
Que desperto meu ser escondido
Me livro de toda melancolia
E me entrego ao sentimento proibido.
Quando o dia volta a raiar
Começo de novo a ver rostos
Rostos que gostam de enganar
Com suas falsidades e injúrias que dão desgosto.
Por isso prefiro a noite perambular
Pois assim não haverão rostos com os quais odiar.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
SOLITÁRIO
Como um fantasma que se refugia
Na solidão da natureza morta,
Por trás dos ermos túmulos, um dia,
Eu fui refugiar-me á tua porta!
Na solidão da natureza morta,
Por trás dos ermos túmulos, um dia,
Eu fui refugiar-me á tua porta!
Fazia frio e o frio que fazia
Não era esse que a carne nos conforta.
Cortava assim como
O
Mas tu não vieste ver minha Desgraça!
E eu saí, como quem tudo repele,
- Velho caixão a carregar destroços -
Levando apenas na tumbal carcaça
O pergaminho singular da pele
E o chocalho fatídico dos ossos!
Augusto dos Anjos
Tristeza
Do deserto o poento caminheiro;
Como as horas de um longo pesadelo,
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;
Como um desterro de minha alma errante,
Onde fogo insensato a consumia…
Só levo um saudade – é um desses tempos
Que amorosa ilusão embelecia.
Só levo uma saudade – é dessas sombras
Que eu sentia velar nas noites minhas…
De ti, ó minha mãe, pobre coitada,
Que por minha tristeza te definhas!
Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz – e escrevam nela:
Foi poeta, sonhou e amou a vida…
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Diferença....
Só estou postando aqui d novo pra compartilhar uma coisa q vi em um livro de inglês de pensamentos...
Foram umas palavras felizes q me fizeram diferença depois de um dia meio turbulento...
Love.
Love what you do.
Love the people around you.
Love is the answer for all questions.
If you want love, you need to give love.
Foram umas palavras felizes q me fizeram diferença depois de um dia meio turbulento...
Love.
Love what you do.
Love the people around you.
Love is the answer for all questions.
If you want love, you need to give love.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Apaga os teus traços!!!!!!
Afasta-te dos teus camaradas na estação,
vai de manhã à cidade com o paletó abotoado.
Arranja um esconderijo e, quando o teu companheiro bater,
não abras a porta, não, não abras,
mas,
apaga teus traços!
Quando em Hamburgo ou em qualquer outro lugar
encontrares teus pais, passa por eles sem cumprimentar
e some na esquina
cobre a cara com o chapéu, não deixa
que vejam teu rosto, não, não deixa,
mas ...
apaga os teus traços!
Come a carne disponível, não economiza!
Quando chover, entra em todas as casas
e senta-te em todas as cadeiras
mas
não fiques sentado
e não esqueças o teu chapéu.
Segue o meu conselho:
apaga teus traços!
O que dizes sempre
não o repitas
e, quando teu pensamento for adotado por alguém
renega-o!
Quem nunca assinou nada, quem não se deixou fotografar,
Quem nunca esteve lá e jamais disse coisa alguma
não tem rabo preso.
Apaga teus traços!
Quando pensares em morrer, toma providências
para que não te ergam uma pedra tumular
e nenhuma incrição indique onde estás
ou quando morreste.
Repito, mais uma vez:
apaga os teus traços ...
(Foi isso que me ensinaram)
... um poema de Bertold Brecht, que abre a coletânea " De um manual para os habitantes da cidade"
terça-feira, 14 de julho de 2009
Partes de um texto muito bom!!!...
... “As considerações terrenas vilipendiaram o divino e fortaleceram a materialização do que somos. Um número entre bilhões. Não faço parte dessa cadeia efervescente prestes a explodir em um compartimento limitado chamado Planeta Terra. Sei que minha estatura não é essa que me apresenta como humanóide. Sou o resultado de magias que não foram reveladas e jamais serão (???)
Estou na concepção de um ventre eterno cuja liberdade não permite algemas e nem se curva aos ditames ocasionais das mentes humanas. Isso me garante a suprema alegria de não me fixar na codificação temporal definida pelos “achismos” que a sociedade criou e rotulou como regra de conduta. Sou a eternidade que o vento assoprou, assopra e assoprará... e ...
e VC ???”
(De Carlos R.Ventura )
domingo, 15 de fevereiro de 2009
--->And we Jumping in art museums...<---

Notícias pelo mundo registram fatos como, pessoas detidas no Brasil por picharem as paredes de um museu, no Egito outros foram perseguidos por estarem urinando no pé de uma escultura e na Venezuela cameras gravaram cenas de sexo no escurinho da galeria de arte.
Mas se você não pode conter seu lado anarquista e de protesto em relação as artes apresentadas em museus e galerias pelo mundo, visite uma galeria de arte na próxima semana e de o seu salto.
Isso mesmo, entre nesta onda de seu salto e mande os detalhes e uma foto para “Jumping in art museums”
Mas se você não pode conter seu lado anarquista e de protesto em relação as artes apresentadas em museus e galerias pelo mundo, visite uma galeria de arte na próxima semana e de o seu salto.
Isso mesmo, entre nesta onda de seu salto e mande os detalhes e uma foto para “Jumping in art museums”
fonte: site acriacao.com/2008/12/24/jumping-in-art-museums
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
MADRUGADA BLUES

Não sou muito fã de Blues, gosto de poucas bandas. Mas esse site aqui tem uma rádio muito boa que ouvia muuuuuuito lá na minha terra dos PAMPAS. É a unisinos fm que toca do punk rock underground de POA de hoje, ou de décadas, mas também até bossa nova, jazz misturados com milhares de coisas........ Agora de madrugada é hora do BLUES ! Isso até às seis da matina:http://www.unisinos.br/radio/index.php?option=com_content&task=view&id=64&Itemid=141&menu_ativo=active_menu_sub&marcador=141
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Uma dosesinha de Filô
~+~ A imortalidade de SócrateS ~+~
Alguns séculos antes de Cristo, vivia em Atenas, o grande filósofo Sócrates. A sua filosofia não era uma teoria especulativa, mas a própria vida que ele vivia.
Aos setenta e tantos anos foi condenado à morte, embora inocente (coisas da época da "democracia" grega...looooonga história). Enquanto aguardava no cárcere o dia da execução, seus amigos e discípulos moviam céus e terra pra o preservar da morte. Mas ele, não moveu um dedo para esse fim; com perfeita tranquilidade e paz de espírito aguardou o dia em que ia beber o veneno mortífero.
NA véspera da execução, conseguiram seus amigos subornar o carcereiro (já havia essa prática nessa época em...) que abriu a porta da prisão. Críton,o mais ardente dos discípulos de Sócrates, entrou na cadeia e disse ao mestre:
- Foge depressa, Sócrates !!!
- Fugir por quê?- perguntou o preso
- Ora, não sabes que amanhã vão te matar?
- Matar-me ? A mim ? Ninguém me pode matar !!!
- Sim, amanhã terás de beber a taça de cicuta mortal- insistiu Críton.
- Vamos, mestre, foge depressa para escapares da morte!
- Meu caro amigo Críton- respondeu o condenado- que mau filósofo és tu ! Pensar que um pouco de veneno possa dar cabo de mim.
Depois puxando com os dedos a pele da mão, Sócrates perguntou:
- Críton, achas que isso aqui é Sócrates?
E, batendo com o punho no osso do crânio, acrescentou:
- Achas que isso aqui é Sócrates?.. Pois isso á que eles vão matar, este invólucro material; mas não a mim. Eu sou a minha alma. Nnguém pode matar a Sócrates!...
E ficou sentado na cadeia aberta, enquanto Críton se retirava, chorando, sem compreender o que ele considerava teimosia ou pura viagem e delírio ou estranho idealismo do mestre.
No dia seguinte, quando o sentenciado já bebera o veneno mortal e seu corpo ia perdendo aos poucos a sensibilidade, Críton perguntou-lhe entre soluços:
- Sócrates, onde queres que o enterremos ?
Ao que o filósofo, semi-consciente, murmurou:- Já te disse, amigo, ninguém pode enterrar Sócrates... Quanto a este invólucro, enterrai-o onde quiseres. Não sou eu... Mas eu sou minha alma...
E assim expirou esse homem, que tinha descoberto o verdadeiro sentido da felicidade, que nem a morte lhe pôde roubar... Também assim somos, seres "imortais" de um certo ponto de vista !
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