domingo, 15 de fevereiro de 2009

--->And we Jumping in art museums...<---





Notícias pelo mundo registram fatos como, pessoas detidas no Brasil por picharem as paredes de um museu, no Egito outros foram perseguidos por estarem urinando no pé de uma escultura e na Venezuela cameras gravaram cenas de sexo no escurinho da galeria de arte.
Mas se você não pode conter seu lado anarquista e de protesto em relação as artes apresentadas em museus e galerias pelo mundo, visite uma galeria de arte na próxima semana e de o seu salto.
Isso mesmo, entre nesta onda de seu salto e mande os detalhes e uma foto para “
Jumping in art museums

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

MADRUGADA BLUES




Não sou muito fã de Blues, gosto de poucas bandas. Mas esse site aqui tem uma rádio muito boa que ouvia muuuuuuito lá na minha terra dos PAMPAS. É a unisinos fm que toca do punk rock underground de POA de hoje, ou de décadas, mas também até bossa nova, jazz misturados com milhares de coisas........ Agora de madrugada é hora do BLUES ! Isso até às seis da matina:http://www.unisinos.br/radio/index.php?option=com_content&task=view&id=64&Itemid=141&menu_ativo=active_menu_sub&marcador=141

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Uma dosesinha de Filô


~+~
A imortalidade de SócrateS ~+~

Alguns séculos antes de Cristo, vivia em Atenas, o grande filósofo Sócrates. A sua filosofia não era uma teoria especulativa, mas a própria vida que ele vivia.

Aos setenta e tantos anos foi condenado à morte, embora inocente (coisas da época da "democracia" grega...looooonga história). Enquanto aguardava no cárcere o dia da execução, seus amigos e discípulos moviam céus e terra pra o preservar da morte. Mas ele, não moveu um dedo para esse fim; com perfeita tranquilidade e paz de espírito aguardou o dia em que ia beber o veneno mortífero.
NA véspera da execução, conseguiram seus amigos subornar o carcereiro (já havia essa prática nessa época em...) que abriu a porta da prisão. Críton,o mais ardente dos discípulos de Sócrates, entrou na cadeia e disse ao mestre:
- Foge depressa, Sócrates !!!
- Fugir por quê?- perguntou o preso
- Ora, não sabes que amanhã vão te matar?
- Matar-me ? A mim ? Ninguém me pode matar !!!
- Sim, amanhã terás de beber a taça de cicuta mortal- insistiu Críton.
- Vamos, mestre, foge depressa para escapares da morte!
- Meu caro amigo Críton- respondeu o condenado- que mau filósofo és tu ! Pensar que um pouco de veneno possa dar cabo de mim.


Depois puxando com os dedos a pele da mão, Sócrates perguntou:
- Críton, achas que isso aqui é Sócrates?
E, batendo com o punho no osso do crânio, acrescentou:
- Achas que isso aqui é Sócrates?.. Pois isso á que eles vão matar, este invólucro material; mas não a mim. Eu sou a minha alma. Nnguém pode matar a Sócrates!...

E ficou sentado na cadeia aberta, enquanto Críton se retirava, chorando, sem compreender o que ele considerava teimosia ou pura viagem e delírio ou estranho idealismo do mestre.
No dia seguinte, quando o sentenciado já bebera o veneno mortal e seu corpo ia perdendo aos poucos a sensibilidade, Críton perguntou-lhe entre soluços:
- Sócrates, onde queres que o enterremos ?
Ao que o filósofo, semi-consciente, murmurou:- Já te disse, amigo, ninguém pode enterrar Sócrates... Quanto a este invólucro, enterrai-o onde quiseres. Não sou eu... Mas eu sou minha alma...
E assim expirou esse homem, que tinha descoberto o verdadeiro sentido da felicidade, que nem a morte lhe pôde roubar... Também assim somos, seres "imortais" de um certo ponto de vista !

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

ISAMU NOGUCHI & a transcendência


Identifiquei-me "total" com sensações abaixo, amei... ^_^
ESPERANÇA. Pensando no papel que a arte também representa, percebo que em muitos momentos da história ela nos trouxe esperança. Frank Sinatra disse uma vez que se não fosse pela música e seus artistas todo o mundo estaria em trevas. Concordo com ele, e extendo o conceito a todas as manifestações artísticas.
Voltando à esperança, seja apenas um alívio oriundo de um catarse que a arte nos proporciona, que nos permite limpar a fumaça de nossas mentes por um instante e naquele instante, enxergar além, ou algo mais profundo, uma mudança do paradigma interior, a arte vê o futuro, nos ensina sobre o passado e nos avalia no presente.
Confesso que, durante os meses em que escrevi neste espaço de arte do Pôr do Sol, sempre procurei me aproximar do leitor, tentando tornar o pensamento plástico acessível e buscando trazer um outro nome relativamente
conhecido. Estava errado. se me disponho a falar de arte, não pode ser o senso comum do DOMINGÃO DO FAUSTÃO o meu guia. Nada contra o gordinho dos domingos globais, que fique claro, mas a arte não é senso comum... mas sim VOAR...vencer a gravidade... SAIR DA INÉRCIA... da idiotice... DAS MULTIDÕES DE PARVOS para principiar a BRILHARRR na consciência como um sol de meio-dia.
Assim, com estes pensamentos, escolhi a obra de Isamu Noguchi intitulada "Pedra da compreensão espiritual ", de 1962, para ilustração.

" Suspensa no ar como um objeto mágico vencendo a gravidade, uma peça de bronze maçica transpira vitalidade e a presença palpável das forças da natureza. Sua rudeza é apresentada sem escrúpulos como que para afirmar que as qualidades internas da pedra são mais significativas do que qualquer outra coisa que ela pudesse representar se fosse entalhada ou incrustada " .
(Por Gustavo Mutran)
A filosofia budista, presente na obra de Noguchi, atribui tais princípios a objetos naturais. A arte contemporânea também se propõe a ser contemplativa, portanto, permita que o zen de Noguchi o esvazie, caro leitor, de modo que reste apenas a esperança!
Um assunto pra lá de veeeeeeeeelho e manjado, mas de uma forma até interessante e DIFERENTE, assim espero p/ alguém q queira ver... Taí um depoimento que na verdade, AIIIIIINDA É UMA NOVIDADE por ser algo muito difícil de entrar na cabeça de alguns e, como sabemos, principalmente dos que estão na incumbência das Gestões Urbanas etc...

POR UMA CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA NÃO HIPÓCRITA. ( por Marcelo Marques )
Já escrevi uma vez sobre o preconceito sofrido pelos adeptos da bicicleta como meio de transporte. Na ocasião, falei da forma como ainda são mal vistas as pessoas que chegam pedalando ao trabalho ou a um evento qualquer. Nesse simples exemplo, fica claro como a nossa consciência ecológica esbarra a todo o momento nos preconceitos de uma
cultura do status, do luxo e do conforto acima de tudo. Desta vez, vamos discutir a questão de forma mais ampla.
Lembro- me que em uma de minhas aulas, na qual relacionava metafísica & consciência ecológica, resolvi dar um passo além das recorrentes discussões sobre o uso de sacolas plásticas, de separação do lixo e da economia de energia. Foi quando disparei aos meus alunos que precisamos mudar realmente a nossa forma de ver o mundo e de nos ver nesse. Não basta essa consciência que apenas se desculpa pela destruição diária com a prática de bons hábitos. Segundo exemplos, como o de preconceitos ao verdadeiro ciclista (aquele que usa a sua bike não só para passeios dominicais pelas ciclovias, mas também para ir ao trabalho e para sair à noite), podemos perceber o quanto de hipocrisia existe nesse falatório sobre consciência ambiental. O problema do "preconceito ecológico" aponta ainda para outros casos, como o da associação do catador de latinhas com a figura do mendigo e a má- fama das pessoas que realmente se decidem por uma vida mais consciente, o que implica mudanças drásticas como as que veremos agora. A primeira dessas mudanças, a qual afirmei na tal aula, diz respeito aos hábitos de consumo. Muito além daquele papo de procurar produtos naturais etc. Na verdade devemos começar a pensar em uma mudança raaaaadical do nosso modo de vida atual. Para uma visão ecológica não hipócrita, deve- se levar em conta a urgência de que as pessoas parem de trocar de celular e de carro a todo o momento só pra se manterem"atualizadas". É preciso questionar, por exemplo, se a moda é algo que ainda faz sentido nos dias de hoje ou ao menos essa moda que faz as pessoas trocarem seus guarda-roupas a cada estação. Precisamos pensar mais profundamente sobre o nosso conformismo, quando acatamos os pequenos atos mais fáceis de cumprir e repudiamos mudanças que possam provocar alterações mais profundas na economia.
"Imagina se as pessoas reduzirem seu consumo drasticamente! Imagine o recesso econômico..." Sim, são questões que devemos levar em conta, mas negar mudanças mais profundas com medo de qualquer quebra na nossa frágil estabilidade é covardia. No fim, continuamos com a mesma cabeça individualista e imediatista, pensando apenas no presente, apenas diminuindo a nossa culpa com os nossos hábitos conscientes. Não quero aqui ridicularizar ou recriminar as ações ecologicamente corretas que cada vez mais vêm sendo praticadas. Pelo contrário, admiro esse momento de mudança que estamos vivendo. Só por que agora devemos começar a pensar nos próximos passos desse movimento... Principalmente para aqueles que ainda pretendem ter filhos, sobrinhos, etc.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

BEM-VINDOS AO CLUBE DA LUTA!!!



"Eu vejo aqui as pessoas mais fortes e inteligentes. Vejo todo esse potencial desperdiçado. A propaganda põe a gente pra correr atrás de carros e roupas. Trabalhar em empregos que odiamos para comprar merdas inúteis. Somos uma geração sem peso na história. Sem propósito ou lugar. Nós não temos uma Guerra Mundial. Nós não temos uma Grande Depressão. Nossa Guerra é a espiritual. Nossa Depressão, são nossas vidas. Fomos criados através da TV para acreditar que um dia seriamos milionários, estrelas do cinema ou astro do rock. Mas não somos. Aos poucos tomamos consciência do fato. E estamos muito, muito putos. Você não é o seu emprego, nem o carro que dirige. Você não é sua conta bancária nem as roupas que usa, você não é o conteúdo de sua carteira, você não é seu câncer de intestino, você não é seu café com leite, você não é sua gatinha vagabunda e imbecil, nem a porra do uniforme que veste. Você é a merda ambulante do Mundo que faz tudo pra chamar a atenção. Nós não somos especiais. Nós não somos uma beleza única. Nós somos da mesma matéria orgânica podre, como todo mundo."


TYLER DURDEN



domingo, 21 de dezembro de 2008

AGOSTO DE 1964

Entre lojas de flores e de sapatos, bares,
mercados, butiques
viajo
num ônibus Estada de Ferro – Leblon
Volto do trabalho, a noite em meio,
fatigado de mentiras.
O ônibus sacoleja. Adeus, Rimbaud,
relógio de lilases, concretismo,
neoconcretismo, ficções de juventude, adeus,
que a vida
eu a compor à vista aos donos do mundo.
Ao peso dos impostos, o verso sufoca,
a poesia agora responde a inquérito policial-militar.
Digo adeus à ilusão
Mas não ao mundo. Mas não à vida,
Meu reduto e meu reino.
Do salário injusto,
da punição injusta,
da humilhação, da tortura,
do terror,
retiramos algo e com ele construímos um artefato
um poema
uma bandeira.

Muito ShoW


Ferreira Gullar(1930): Digo sim


Poderia dizer
que a vida é bela, e muito,
e que a revolução caminha com pés de flor
nos campos do meu país,
com pés de borracha
nas grandes cidades brasileiras
e que meu coração
é um sol de esperanças entre pulmões
e nuvens



Poderia dizer que meu povo
é uma festa só na voz de
Clara Nunes
no rodar
das cabrochas no carnaval
da Avenida.
Mas não. O poeta mente.



A vida nós amassamos em sangue
e samba
enquanto gira inteira a noite
sobre a pátria desigual. A vida
nós a fazemos nossa
alegre e triste, cantando
em meio à fome
e dizendo sim
- em meio à violência e a solidão dizendo
sim -
pelo espanto de beleza
pela fama de Tereza
pelo meu filho perdido
neste vasto continente
por Vianinha ferido
pelo nosso irmão caído



pelo amor e o que ele nega
pelo que dá e que cega
pelo que virá enfim,
não digo que a vida é bela
tampouco me nego a ela:

- digo sim.

domingo, 10 de agosto de 2008

Matizes









 

Indo à morte, matizes mórbidas
Sem crêr no amanhã sem ter do dia o pão
Nem porquê nem amor em suas vidas
Nem arte ou cor, elas nem vidas são

Tons efêmeros, nuances pálidas
Num painel epitáfio em dono
Ninguém sabe suas glórias cálidas
Eles voam sem o direito a terem sono


Mas não há dor tampouco sensação
Quando o propósito é afogado
No mar vazio de toda a multidão


Que esvoaça e queima no fogo infernal
Todo o sonho restante está em chamas
tudo apagado e enterrado é normal


(EU)

Poema sem nome



Você busca se construir por ler de mim
Busca respostas do que está em você
E corre atrás do vento, pois pensa que assim
vai entencer como tratou o seu porquê




Definiu sua dúvida mas não sabe
Errante, deixa de seu corpo e sai então
Entra no meu até onde o início acabe
porém não encontra da sua alma a reflexão



A sua energia vibra em mim mais, mais & mais
Mas eu, oscilante, por você, corro atrás
a achar a luz na escuridão de mim mesmo
Por entre céus e abismos, vagando a esmo


No fundo do dizer de nossos sentidos
você é na minha carne fato e ilusão
sentir que assombra e me leva a locais não idos
onde nunca, almas verão conclusão...