terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Pra que esta "quelque chose" à qual dão o nome de a r t e mermo ?
Uma criança se aproxima de um oleiro que molda bonecos no barro e coloca as estatuetas no parapeito da janela para secar.
Chega perto, admira os seres enfileirados, fica fascinada com a perfeição daquelas pequenas criaturas que se multiplicam nos movimentos exatos das mãos daquele escultor. Mesmo assim, pergunta:
- Por que é que você está fazendo tantos bonecos de barro, se o mundo já está tão cheio de gente?
E o oleiro, sem tirar os olhos e as mãos do trabalho, responde:
- É para cobrir os vazios da vida, e não faz mal nenhum equilibrar as criaturas de barro com os homens reais.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Como é estranha a naturezAaAaaa MORTA, dos que não tem DOR ?
- Ninguém responde.
- Inferno aqui pelo visto é um EUFEMISMOOOO dos mais"simpatiquinhos" não é ? ? ?
- ...
Com isso,
desde então, fui vagar ao encontro de verdades pra a vida e de algum sorriso por aqui.
Mas não os vi, não os ouvi (ou não soube percebê-los?)
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Expressionismos ...
Vês ?! Ninguém assistiu ao formidavel
Enterro de tua ultima chimera.
Somente a Ingratidão - esta panthera -
Foi tua companheira inseparavel !
Acostuma-te á lama que te espera !
O Homem, que, nesta terra miseravel,
Mora entre féras, sente inevitavel
Necessidade de tambem ser féra.
Toma um phosphoro. Accende teu cigarro !
O beijo, amigo, é a vespera do escarro,
A mão que affaga é a mesma que apedreja.
Se alguem causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te affaga,
Escarra nessa bocca que te beija !
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Falas de amor, e eu ouço tudo e calo !
O amor na humanidade é uma mentira.
É. E é por isso que na minha lyra
De amores futeis poucas vezes falo.
O amor ! Quando virei por fim a ama-lo ?!
Quando, se o amor que a Humanidade inspira
É o amor do sybarita e da hetaïra,
De Messalina e de Sardanapálo ?!
Pois é mister que, para o amor sagrado,
O mundo fique immaterializado
- Alavanca desviada do seu fulcro -
E haja só amizade verdadeira
Duma caveira para outra caveira,
Do meu sepulchro para o teu sepulchro ?!
(Augusto dos Anjos!!!!)
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
...A verdade é q eu Ñ SEI!
Mentira-Iniquidade-Inveja-Barbárie-Falsidade-Vazio Existencial- Pessoas Frias- Sentimentos voláteis-
Pessoas interesseiras- Escarnecedoras- Palavras Vãs- Soberba- Ira infundada- Desigualdade-
Ódio e loucura.
Disse-me até então, que tudo isso é de fato, a V-I-D-A...
A vida da qual o homem com sua má essência natural é o ator...
A mesma que se cobre com toda esta paisagem de coisas belas, frágeis e fugazes.
Mas,
Então, por que isso?
Resposta:
--Deves passar por esta Têmpera!
Afinal...
QUEM ÉS TU?
Quem és...para dizeres que não precisas ir ao fogo?
Quem pensas ser para que mencione no alto do teu orgulho que não pertences a toda essa essência ruim? E que não a precisas evoluir?
Cumpra Tua missão,
Aprenda a levar amor a estas pessoas doentes!
.
sábado, 9 de outubro de 2010
Post antigo resgatado....
Você busca se construir por ler de mim
Busca respostas do que está em você
E corre atrás do vento, pois pensa que assim
vai entender como tratou o seu porquê
Definiu sua dúvida mas não sabe
Errante, deixa o seu corpo e sai então...
Entra no meu até onde o início acabe
porém não encontra da sua alma a reflexão
A sua energia vibra em mim mais, mais & mais
Mas eu, oscilante, por você, corro atrás
a achar a luz na escuridão de mim mesmo
Por entre céus e abismos, vagando a esmo
No fundo do dizer de nossos sentidos
você é na minha carne fato e ilusão
sentir que assombra e me leva a locais não idos
onde nunca, almas verão conclusão...
AN
quinta-feira, 3 de junho de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
Só .... pela noite....
Vi isto neste blog...http://poemasgoticos.zip.net/ ...
Hoje em dia vejo q sempre me identifiquei com mtos sentimentos assim tbm... achei mto show este poema:
No vazio de toda noite
Me sinto tão livre, tão liberta
Não preciso mais daquela foice
Agora estou com a mente aberta.
A lua em silêncio me observa
A brisa leve toca meu rosto
Esse é o paraíso que me reserva
A parte de minha vida que tenho gosto.
É nesse maravilhoso momento do dia
Que desperto meu ser escondido
Me livro de toda melancolia
E me entrego ao sentimento proibido.
Quando o dia volta a raiar
Começo de novo a ver rostos
Rostos que gostam de enganar
Com suas falsidades e injúrias que dão desgosto.
Por isso prefiro a noite perambular
Pois assim não haverão rostos com os quais odiar.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
SOLITÁRIO
Como um fantasma que se refugia
Na solidão da natureza morta,
Por trás dos ermos túmulos, um dia,
Eu fui refugiar-me á tua porta!
Na solidão da natureza morta,
Por trás dos ermos túmulos, um dia,
Eu fui refugiar-me á tua porta!
Fazia frio e o frio que fazia
Não era esse que a carne nos conforta.
Cortava assim como
O
Mas tu não vieste ver minha Desgraça!
E eu saí, como quem tudo repele,
- Velho caixão a carregar destroços -
Levando apenas na tumbal carcaça
O pergaminho singular da pele
E o chocalho fatídico dos ossos!
Augusto dos Anjos
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